quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Sou do tipo que...

Quem me conhece sabe muito bem que uma das coisas que mais desejo nessa vida é encontrar um verdadeiro amor, alguém para passar comigo por toda a vida.
De uns tempos para cá tem sido muito difícil para mim, encontrar alguém que valha a pena investir meu coração.

Sou um homem sensível, romântico, carinhoso, atencioso e companheiro; não sou do tipo que sai aos finais de semana para beber com os amigos e larga a esposa em casa, sou do tipo que faz questão de sair com ela, e com ela dividir todos os bons momentos.

Sou do tipo que se apega rápido demais, que se entrega de corpo e alma, que é seguro e tem confiança em si mesmo, e que, por isso, não desgasta o relacionamento com ciumes e desconfianças, sou sincero e amante da verdade. Iludir as pessoas é algo que não faz parte da minha índole.
Sou doe tipo que gosta de levar café na cama de manhã, tocar violão para a namorada e assistir filmes agarradinho com ela em dias de chuva.
Sou do tipo de trocar carícias e bater um bom papo, logo após um momento mais "apimentado"de amor.
Sou do tipo que aprecia a ideia de preparar um jantar surpresa, romântico, à luz de velas, regado a um delicioso vinho, ao som de Julio Iglesias e suas lindas canções passeando pela casa, romantizando ainda a mais a noite.
Sou do tipo que, de fato, prefere dar mais prazer à mulher na cama, do que a mim mesmo.
Sou do tipo que dá o braço a torcer, mesmo estando com a razão, por valorizar mais a minha relação com a pessoa do que o meu orgulho.
Sou do tipo sonhador, que mal conhece a pessoa e, se eu gostar, já vejo um filme em minha mente sobre a nossa vida juntos, faço clips, vejo caminhadas na praia ao pôr do sol, vejo noites na varanda olhando a lua e as estrelas, contemplando toda a beleza da noite e imaginando até vidas em outros mundos; chego a imaginar nossa casa, filhos, cachorro e outros animais de estimação.
Sou um tipo de pessoa com um lindo interior, mas que hoje sofre, e sofre muito, por conta da ausência de um grande amor.

Então, me pergunto "Será que há algo de errado comigo? Pois, vejo homem cafajeste tendo aos seus pés, mulheres de valor, de bom coração, alguém que seria perfeita para mim, completamente entregue a ele, sendo desprezada, humilhada e desvalorizada.

Talvez, hoje eu esteja pagando o preço por ter tido uma boa mulher anos atrás e não te-la valorizado, pois, na época, eu não tinha a maturidade que tenho hoje, eu não pensava como penso hoje, eu não era antes como hoje sou, conforme descrevo nesse texto, eu tive que sofrer com a separação da mãe da minha filha, para evoluir, para mudar, para eu ser alguém melhor hoje.
Cheguei a ter outra mulher depois dela, e com essa nova mulher, eu já era como me descrevo nesse texto, mas não fui valorizado.

Pode, então, até ser verdade que a "lei do retorno" exista mesmo. Mas, o que realmente importa é quem hoje eu sou, e não quem eu fui.

- Franco Oliveira

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